Natural da Penina, a poucos quilómetros das Sarnadas, Manuela Limas ajudava, desde criança, a avó a pisar o esparto, sem saber para que servia.
Ao casar, mudou-se para as Sarnadas e passou a conhecer o destino das peças — de redes e cordas a tapetes e cabeças de burro. Trabalhou com artesãs das aldeias vizinhas, produzindo peças com o material entregue à D. Aldegundes, posteriormente comercializava o produto acabado.
Após anos afastada, regressou com o projeto da Casa do Esparto, criando hoje peças próprias. Valoriza a transmissão do saber aos mais jovens e o convívio com colegas e visitantes, para que esta arte não se perca.