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Casa da Empreita

Casa da Empreita

Descrição

Loulé é por tradição terra de empreiteiras, mulheres que entrelaçam as folhas de palma (provenientes da palmeira anã abundante na região), numa trança mais ou menos complexa e com a qual criam variadíssimas peças utilitárias e decorativas.

A origem desta arte perde-se no tempo, mas sabe-se que no Algarve quinhentista a empreita era já uma indústria próspera, muito por conta do crescimento da fruticultura na região e da importância que a cestaria atingiu na colheita, secagem e transporte de amêndoas, alfarrobas, figos, uvas, laranjas, etc.

Eram muitas as mulheres que, no passado, se dedicavam a esta atividade e raras as casas onde a técnica era desconhecida. Atualmente já não é assim e esta extraordinária arte está a desaparecer. Para contrariar essa situação surge, em 2017, a Casa da Empreita.

Propriedade do Município, a “Casa da Empreita” reedita em moldes atuais, o que há cerca de um século eram as casas da empreita que existiam por todo o Algarve, destacando-se a de Loulé pela sua importância.

A Casa da Empreita, localizada em pleno centro histórico da cidade, é constituída por um coletivo de artesãs que aí entrelaçam a palma, cosem e ligam cada um dos seus ramais, com recurso a técnicas ancestrais, para produzir peças variadas que são a delícia dos visitantes. Das alcofas aos tapetes, das capacheiras aos candeeiros, aqui é possível encontrar desde peças tradicionais a peças completamente inovadoras, onde o limite é a imaginação.

O espaço disponibiliza ainda workshops de empreita e malha de palma, bem como cursos mais aprofundados acerca do ofício.

Localização GPS

Latitude: 37.13920232657043
Longitude: -8.023367860702013

Horário de Funcionamento

Segunda a sexta-feira: 10h00 – 16h00 / Sábado: 9h30 – 13h00

Telefone

Chamada para a Rede Fixa Nacional

Artesãos e Artesãs

Inácia Coelho
Natural das Águas Frias, freguesia de Alte, Inácia Coelho aprendeu a arte da empreita de palma por iniciativa própria, já depois dos 30 anos, com as vizinhas do Monte Seco, onde viveu grande parte da vida adulta. Combina a tradição da empreita com a costura à máquina, técnica que introduziu de forma pioneira. Integra o grupo original de artesãs que deram início à Casa da Empreita .

Inácia Coelho

Florentina Guerreiro (Flor)
Natural do Cerro Alto, em Parragil, Florinda Guerreiro descobriu a paixão pela empreita de palma em criança, aprendendo com a mãe. Mesmo durante os anos que viveu em França, manteve viva a ligação a esta arte. De regresso a Portugal, dedica-se com entusiasmo à criação de peças reconhecidas pela sua habilidade e perfeição.

Florentina Guerreiro (Flor)

Noélia Santos
Noélia Sousa, natural de Boliqueime, reencontrou na empreita uma tradição que a acompanha desde a infância. Na Casa da Empreita partilha com entusiasmo este saber e o gosto pelo convívio entre artesãs.

Noélia Santos

Almerinda Miguel (in memorium)
Mestra artesã, Almerinda Miguel iniciou-se na arte da palma aos 8 anos, aprendendo com a mãe e com a avó. Reconhecida pela mestria na empreita de ripas e nas técnicas de 11 e 13 ramais, uniu tradição e inovação em peças únicas. Fez parte do grupo de artesãs fundadoras da Casa da Empreita. A sua dedicação e saber permanecem como inspiração no Loulé Criativo.

Almerinda Miguel (in memorium)

Jorge Santos
Jorge Santos, conhecido como o Mestre da Baracinha, aprendeu desde criança a criar o cordão que dá forma às peças de malha de empreita. Atualmente mantem viva esta tradição, integrando juntamente com a sua esposa, a artesã Margarida Cortez, o coletivo de artesãos da Casa da Empreita, onde partilha com dedicação o saber e a cultura do território.

Jorge Santos

Alzira Neves
Artesã de Boliqueime, Alzira dedica-se à arte da empreita desde os 11 anos, seguindo os ensinamentos da mãe. Mestre nos padrões coloridos e na empreita de 7 e 9 ramais, cria peças tradicionais como alcofas, tapetes, abanos e duques — a sua marca distintiva. Com presença habitual em feiras como a Fatacil, a Feira da Serra e a Feira de Artesanato de Loulé, integra com orgulho a Casa da Empreita desde a sua fundação, mantendo viva a tradição da palma algarvia.

Alzira Neves

Cremilde Lourenço
Dona de um espírito irrequieto e em busca constante por fazer mais e melhor, a arte da empreita entrou tarde na vida desta artesã. Desde muito cedo começou a costurar, e já com 45 anos frequentou um curso de empreita em palma e esparto - um sonho antigo, que teve oportunidade de concretizar. Com um gosto particular pela inovação, conjuga o talento para a costura com técnicas e materiais diversos que resultam em objetos únicos que buscam a perfeição.

Cremilde Lourenço

Lurdes Costa
Alentejana de nascimento, cedo se mudou para o concelho de Loulé, onde aprendeu a fazer empreita com uma vizinha. Entretanto, a vida deu muitas voltas, trabalhou em diversos sítios e deixou a empreita de lado durante algum tempo. Atualmente é a artesã mais nova da Casa da Empreita. Apaixonada pelas artes manuais, busca sempre aprender coisas novas. Nos últimos tempos descobriu a técnica da malha de palma, à qual se tem dedicado, trabalhando-a individualmente ou em conjunto com a empreita, procurando fazer peças diferentes e inovadoras.

Lurdes Costa

Margarida Cortez
Oriunda de Loulé, aprendeu a técnica da malha de palma aos 12 anos, com a madrasta e começou a contribuir para o orçamento familiar. Emigrou para França, onde viveu 45 anos. Nessa altura vinha a Portugal nas férias e gostava de fazer umas peças, para não esquecer o que aprendera. Após a reforma, regressou às origens e dedicou-se novamente aos trabalhos em palma, como forma de ocupar o tempo e para não deixar morrer o ofício. Ensina a sua arte em workshops, com o apoio do marido - Jorge Ferreira - que é um mestre na baracinha.

Margarida Cortez

Sónia Mendez
Nascida na Venezuela, foi em Loulé que, ainda criança, teve os primeiros contactos com a arte da palma pela mão da avó materna. Criativa e versátil, domina várias técnicas artesanais e alia tradição e inovação nas suas peças. Em 2019 concebeu e coordenou um presépio em empreita à escala quase real, obra que lhe valeu destaque nacional. Integra a Casa da Empreita, onde continua a desafiar-se e a partilhar o seu saber.

Sónia Mendez

Maria Alberto Martins
A “Bia” (como é carinhosamente tratada) é uma mestra na baracinha, tem umas mãos de fada e uma boa disposição de fazer inveja a muitos jovens.

Maria Alberto Martins

Valentina Silva
A empreita é um vício diário. Quando faz empreita esquece tudo o resto, todo o stress do dia-a-dia. Gosta de ensinar e acredita no futuro da empreita algarvia.

Valentina Silva

Odete Dias
É do tempo em que a maioria das raparigas ficava em casa a aprender costura, bordados e a tratar da lida doméstica. Aos 15 anos começou a fazer empreita com a mãe e desde então esta tornou-se parte da sua vida, sendo um complemento ao rendimento que a terra lhe dá. Participou em feiras por todo o Algarve e noutros pontos do País e integrou o grupo de artesãs que participaram nas primeiras edições da famosa Fatacil. A sua técnica preferida é a empreita de 9 ramais, com a qual faz alcofas, sacos, tapetes, capacheiras ou o que a imaginação lhe ditar.

Odete Dias

Olimpia Cabrita
Natural de Alte e residente no Monte Seco, Olímpia Cabrita é mestra numa técnica antiga que alia a cana à malha de palma. Aprendeu com a mãe e com as vizinhas e dedica-se a este ofício exigente com paixão e precisão. Gosta de desafios e orgulha-se de nunca ter encontrado uma peça que não conseguisse fazer, sendo reconhecida pela perfeição dos seus acabamentos.

Olimpia Cabrita

Eugénia Duarte (Geninha)
Gosta de inovar e de imaginar novos modelos e aplicações para a empreita e adora fazer chapéus. Adora ensinar e o seu principal objetivo é contribuir para que a arte da empreita não se perca.

Eugénia Duarte (Geninha)

Eugénia Gonçalves Duarte
Entre França e as raízes algarvias, Eugénia Duarte reencontrou na empreita a tradição que sempre a acompanhou. Hoje, na Casa da Empreita, partilha com orgulho este legado e já o transmite à neta, assegurando que a arte da palma continua viva.

Eugénia Gonçalves Duarte