Jorge Santos

Jorge Santos, conhecido como o Mestre da Baracinha, aprendeu desde criança a criar o cordão que dá forma às peças de malha de empreita. Atualmente mantem viva esta tradição, integrando juntamente com a sua esposa, a artesã Margarida Cortez, o coletivo de artesãos da Casa da Empreita, onde partilha com dedicação o saber e a cultura do território.

Natural da Ladeira do Monte Seco, na freguesia de São Sebastião – Loulé, Jorge Santos cresceu rodeado pelo artesanato. Com apenas 8 anos, ao sair da escola, percorria os montes para apanhar palma que entregava à mãe, artesã de empreita, que com elas criava peças utilitárias como alcofas e capachos.

Desde cedo aprendeu a fazer baracinha, o cordão essencial para coser as tiras de empreita, dedicando horas a entrançar cuidadosamente as folhas ao lado da mãe.

Aos 18 anos, partiu para França, onde trabalhou na construção civil, mas as raízes artesanais nunca deixaram de o acompanhar. Já de regresso a Portugal, foi ao ver a sua esposa, a artesã Margarida Cortez, retomar a empreita que o Sr. Jorge voltou também a essa prática, ajudando de forma espontânea na confeção da baracinha — tal como fazia na infância.

 

Carinhosamente conhecido como o “Mestre da Baracinha”, Jorge Santos preserva um conhecimento tradicional raro, que transmite com dedicação e simplicidade. 

Carinhosamente conhecido como o “Mestre da Baracinha”, Jorge Santos preserva um conhecimento tradicional raro, que transmite com dedicação e simplicidade. Atualmente, integra com orgulho a rede de artesãos da Casa da Empreita  onde valoriza sobretudo o convívio, a partilha de saberes e a continuidade de um património cultural que faz parte da sua história de vida.