Nuno Palma

Nascido em Faro, em 1979, Nuno Palma cresceu rodeado pelo brilho do cobre e pelo aroma do medronho destilado nos alambiques do pai. O fascínio por esse metal acompanhou-o desde cedo e levou-o, anos mais tarde, a aprender a arte da caldeiraria tradicional. Depois de experiências em áreas tão distintas como a informática e a fisioterapia, encontrou no cobre o elo entre as suas origens, a memória familiar e o prazer de criar com as mãos. Hoje, como artesão do Loulé Criativo, dá continuidade a este saber ancestral, moldando o cobre com respeito pelo passado e entusiasmo pelo futuro.

Nascido em Faro, em 1979, Nuno Palma cresceu com o cobre nas mãos, sem saber exactamente quando começou — talvez fosse o aroma do medronho a ferver em alambique, ou o brilho do metal aquecido nas mãos do pai. Desde cedo acompanhou de perto o processo de produção de medronho, onde os alambiques de cobre não são apenas instrumentos, mas portadores de memória, de saber fazer ancestral.

 

As visitas ao Mestre “Ti” Ricardo — mentor do Mestre Analide, futuro formador de Nuno — foram marcos que acenderam a curiosidade e o desejo: ver, tocar, ouvir, aprender. O fascínio pela construção manual dos alambiques em cobre instalou-se, silencioso mas persistente, à medida que ia reconhecendo naquele metal algo mais que funcionalidade — uma identidade, uma tradição, uma forma de ligação entre gerações.

 

Durante os anos 2000, Nuno seguiu um rumo diferente, na área da informática, mas a força dos saberes artesanais mantinha-se presente. Em 2009, sentiu a necessidade de aproximar-se de algo mais humano, mais visceral, e licenciou-se em Fisioterapia. Mesmo essa via profissional nunca lhe apagou o apetite pelo cobre e pelo desenvolver aquilo que nasce das mãos.

Em 2016 soube da primeira formação de caldeireiros — oportunidade da qual não pôde usufruir, mas que deixou a marca e a inquietação. Em 2019, o caminho abriu-se de novo: integrou a segunda formação e embarcou com determinação no aprender prático, no experimentar, no errar e no aperfeiçoar.

 

Hoje, como artesão associado ao Loulé Criativo, Nuno Palma une técnica e afetos: o cobre continua a brilhar, não apenas como material, mas como elo de identidade, de pertença, de traço vivo do património do Algarve. Nos seus alambiques está a memória do fogo, do saber antigo, e a exigência de um presente que honre o passado — para que o que faz não seja apenas objeto, mas expressão de uma cultura com futuro.