Sónia Mendez

Nascida na Venezuela, foi em Loulé que, ainda criança, teve os primeiros contactos com a arte da palma pela mão da avó materna. Criativa e versátil, domina várias técnicas artesanais e alia tradição e inovação nas suas peças. Em 2019 concebeu e coordenou um presépio em empreita à escala quase real, obra que lhe valeu destaque nacional. Integra a Casa da Empreita, onde continua a desafiar-se e a partilhar o seu saber.

Sónia Mendez nasceu na Venezuela, em 1961, filha de pais portugueses. Veio para Portugal com 8 anos e instalou-se nos arredores de Loulé, onde teve os primeiros contatos com a arte da palma, pela mão da avó materna. Gostava de a acompanhar nos encontros que faziam em casa das vizinhas para trabalhar a empreita. Às crianças não lhes era permitido participar, mas, sempre que podia, “roubava” umas palminhas para fazer experiências e imitar os adultos.

 

Cresceu numa família onde todos trabalhavam com as mãos. A mãe, costureira de profissão, tentou que lhe seguisse as pisadas, mas a vocação não era essa — o amor pela palma falou mais alto. Desde cedo mostrou-se criativa e curiosa, com gosto em trabalhar manualmente. Ao longo da vida experimentou diversas técnicas e materiais, como pintura em cerâmica e azulejo, trabalhos em barro e vidro, rendas, bordados, escultura e madeira.

 

Durante oito anos deu aulas a alunos do ensino recorrente, onde descobriu o prazer de ensinar e partilhar o seu saber.

 

Artesã versátil e apaixonada por desafios, Sónia Mendez recebeu diversos prémios a nível nacional.

Em 2019 concebeu e coordenou a construção de um presépio em empreita à escala quase real, uma peça única que envolveu cerca de 500 horas de trabalho e a colaboração de 15 artesãos, representando as diferentes técnicas de trabalhar a palma.

É uma das artesãs mais versáteis da Casa da Empreita, dominando várias técnicas e utilizando tanto a agulha como a máquina de costura na finalização das suas peças. Criativa, persistente e inovadora, afirma com convicção: “Quando a vida não me desafia, desafio-me a mim própria.”

É uma das artesãs mais versáteis da Casa da Empreita, dominando várias técnicas e utilizando tanto a agulha como a máquina de costura na finalização das suas peças. Criativa, persistente e inovadora, afirma com convicção: “Quando a vida não me desafia, desafio-me a mim própria.”