Sónia Mendez nasceu na Venezuela, em 1961, filha de pais portugueses. Veio para Portugal com 8 anos e instalou-se nos arredores de Loulé, onde teve os primeiros contatos com a arte da palma, pela mão da avó materna. Gostava de a acompanhar nos encontros que faziam em casa das vizinhas para trabalhar a empreita. Às crianças não lhes era permitido participar, mas, sempre que podia, “roubava” umas palminhas para fazer experiências e imitar os adultos.
Cresceu numa família onde todos trabalhavam com as mãos. A mãe, costureira de profissão, tentou que lhe seguisse as pisadas, mas a vocação não era essa — o amor pela palma falou mais alto. Desde cedo mostrou-se criativa e curiosa, com gosto em trabalhar manualmente. Ao longo da vida experimentou diversas técnicas e materiais, como pintura em cerâmica e azulejo, trabalhos em barro e vidro, rendas, bordados, escultura e madeira.
Durante oito anos deu aulas a alunos do ensino recorrente, onde descobriu o prazer de ensinar e partilhar o seu saber.
Artesã versátil e apaixonada por desafios, Sónia Mendez recebeu diversos prémios a nível nacional.
Em 2019 concebeu e coordenou a construção de um presépio em empreita à escala quase real, uma peça única que envolveu cerca de 500 horas de trabalho e a colaboração de 15 artesãos, representando as diferentes técnicas de trabalhar a palma.
É uma das artesãs mais versáteis da Casa da Empreita, dominando várias técnicas e utilizando tanto a agulha como a máquina de costura na finalização das suas peças. Criativa, persistente e inovadora, afirma com convicção: “Quando a vida não me desafia, desafio-me a mim própria.”
É uma das artesãs mais versáteis da Casa da Empreita, dominando várias técnicas e utilizando tanto a agulha como a máquina de costura na finalização das suas peças. Criativa, persistente e inovadora, afirma com convicção: “Quando a vida não me desafia, desafio-me a mim própria.”