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Cabeças Feitas

CABEÇAS FEITAS

O  projeto CABEÇAS FEITAS é o resultado do desafio colocado a 50 criadores da comunidade criativa de Loulé que foram convidados a desenvolver uma tampa que ultrapassasse a função utilitária e assumisse uma faceta de personificação, exercitando um novo olhar sobre o pote tradicional.

Novas expressões nas práticas artesanais

O cabeçudo — uma máscara de papel-machê que outrora marcava o Entrudo louletano como expressão da cultura popular — foi o ponto de partida para esta coleção, na qual cerca de 50 criadores locais foram convidados a desenvolver uma tampa que ultrapassasse a função utilitária e assumisse uma faceta mais pessoal e narrativa, com traços de personificação, transfigurando um pote de silhueta clássica.

Cada participante foi desafiado a colocar em perspetiva as suas competências técnicas e a experimentar novas linguagens, numa reflexão coletiva sobre os caminhos possíveis para o saber-fazer tradicional.

Este projeto assinala os 10 anos do Loulé Criativo e apresenta a diversidade de uma comunidade que se consolidou entre os artesãos veteranos da região e novas gerações de criadores — com idades entre os 25 e os 89 anos, oriundos de diferentes contextos, formações e geografias.

Aldegundes Gomes

Casa do Esparto

 

Trança de esparto pisado

Com 89 anos, memórias vívidas e apreciadora
de contar histórias, Aldegundes Gomes diz que
é a trabalhar o esparto que consegue descansar. Descansar nem que seja da lida doméstica ou do trabalho atrás do balcão da velha mercearia que continua de portas abertas no centro da aldeia. É mais velha das quatro artesãs que continua a mostrar, na Casa do Esparto, aberta na aldeia de Sarnadas, freguesia de Alte, como é que se trabalha esta fibra selvagem e se transforma em peças utilitárias e decorativas.

Aldegundes Gomes

Alessa Dresel

 

Barro vermelho e esmalte produzido em roda de oleiro

Alessa Dresel trabalha como designer gráfica e de produto. Em 2017 estagiou no Loulé Design Lab e conheceu os vários métodos artesanais tradicionais da região algarvia. Ainda antes e depois, Dresel trabalhou sobretudo com cerâmica, desenvolvendo conceitos de loiça culturalmente influenciados pelos sítios por onde passa. Atualmente está de volta à Alemanha a realizar um mestrado.

Alessa Dresel

Alzira Neves

Casa da Empreita

 

Empreita de Palma

Alzira integra o grupo de artesãs que se dedica
aos trabalhos em palma há mais anos. Desde 1991 que participa em inúmeras feiras de artesanato um pouco por todo o Algarve, donde destaca a Fatacil, na qual expos o seu trabalho durante muitos anos. Participa desde sempre na Feira da Serra e na Feira de Artesanato de Loulé. Natural de Boliqueime, aprendeu a trabalhar a palma com a mãe, aos 11 anos e aos 18 ganhou o primeiro dinheiro com a venda de peças da sua autoria. Daí em diante nunca mais parou. Atualmente divide o seu tempo entre
a empreita e os trabalhos do campo. As peças que mais gosta de fazer são os modelos tradicionais: as alcofas, os tapetes, os abanos, as capacheiras e os duques - uma das suas imagens de marca. É mestra nos padrões coloridos, na empreita de 7 e 9 ramais, na empreita de bicos e na correntinha. Sente orgulho no seu trabalho e em fazer parte da Casa da Empreita desde a sua fundação.

Alzira Neves

Ana Rita Contente

 

Esparto batido tecido com ponto colmeia

Ana Rita Contente nasceu em Santarém na véspera do 25 de Novembro, com chaimites nas ruas. Apesar do início incerto, tem tido uma vida tranquila entre o Ribatejo e o Alentejo, com passagem pela capital, para a aprendizagem do ofício de Design, com alguns dos melhores de sempre em Portugal.

Desenvolve a sua actividade em várias áreas do design, na empresa que fundou há mais de vinte anos, do Alentejo para o mundo.

A incapacidade de ter as mãos paradas transformou-a em artesã, desde sempre, com materiais e técnicas que variam ao sabor do momento. 

Ana Rita Contente

Analide Carmo

Oficina de Caldeireiros

 

Chapa e varão de cobre

Nascido em Loulé, em 1948, iniciou a sua carreira na oficina de cobre do Barracha - a mais conceituada da cidade - com apenas 12 anos. Aí começou como aprendiz, sob orientação do mestre da oficina e permaneceu até aos 27 anos de idade - altura em que optou por um trabalho na indústria cimenteira. Pela altura em deixou o ofício já era mestre de oficina. Em 2016, já reformado, retomou a atividade de caldeireiro, a convite da Câmara Municipal de Loulé, para coordenar uma formação no curso de caldeiraria artesanal implementado pelo projeto Loulé Criativo. A arte de caldeireiro artesanal estava a desaparecer e o município de Loulé tentou revitalizar esta arte através da formação de novos artesãos e da abertura da Oficina de Caldeireiros, onde o mestre Anal ide continua a trabalhar. Analide Carmo é atualmente o único caldeireiro a produzir peças em cobre e latão nos moldes ancestrais. Cataplanas, tachos de arame, chocolateiras, tudo é feito e martelado à mão segundo o método tradicional. 

Analide Carmo

António Xavier

Olaria Xavier

 

Terracota Roda de Oleiro

Filho de oleiro, aos 25 anos António Xavier decide dar continuidade ao legado da sua família, combina técnicas tradicionais que lhe foram passadas pelo pai com a sensibilidade moderna que a tenra idade lhe traz.

António Xavier

Bernadette Martins ceramics

Oficina do Barro

 

Grés 1280ºC

Bernadette Martins nasceu em França, vive e trabalha atualmente em Loulé. Sempre desenvolveu aptidão para as artes. Licenciou-se em Design pelo IADE em Lisboa e posteriormente frequentou um curso de pintura de azulejaria e cerâmica em Loulé. Em 2007 inaugurou o seu próprio atelier de pintura de azulejos e cerâmica. Em 2013 iniciou-se como professora dos cursos de cerâmica criativa no IEFP Faro, continuando a dar aulas a crianças e adultos. Atualmente é residente na oficina do barro, integrada na rede de oficinas do Loulé Criativo e incubada no Loulé Design Lab com a sua marca Fragil Jewellery.

Bernadette Martins ceramics

Catarina Gonçalves

Oficina do Barro

 

Grés e vidrados de alta
temperatura 1280º

Ceramista Lacobrigense, iniciou o seu percurso no barro após regressar a Portugal. A Roda de Oleiro é sua técnica de eleição. Cria desde peças funcionais a decorativas em grés. Inspira-se na beleza das formas e texturas, na simplicidade e no quotidiano. Cada peça é feita para ser estimada e intemporal. O seu projeto visa explorar a dualidade entre utilidade e beleza, combina a tradição do grés e a técnica da roda de oleiro para criar peças contemporâneas com um toque minimalista.

Catarina Gonçalves

Cláudia Moreira

Tanta Design

 

Lã merino
Feltragem molhada e de agulha

A Cláudia Moreira tem licenciatura em Arquitectura - Faculdade de Arquitectura da Univ. de Lisboa e mestrado Metrópolis: Cultura Urbana pela Universitat Politécnica de Catalunya/CCCB. Colaborou com diversos gabinetes em Portugal, Reino Unido, Países Baixos. Participou em diversos concursos internacionais e diversas exposições. Fundou o MOTE Design Studio, gabinete especializado em arquitetura, urbanismo e estratégia. Tem cursos em feltragem manual, chapelaria e tecelagem.
O projeto Tanta inclui o design e a produção de fios, objetos e acessórios têxteis. Explora a tinturaria manual de mechas e meadas de lã e fibras mistas com pigmentos naturais e sintéticos como base para a fiação manual de "art yarn" e construção e manipulação de objetos em feltro manual. Atualmente encontra-se a desenvolver um projeto de valorização e uso da lã da ovelha Churra Algarvia.

Cláudia Moreira

Cremilde Lourenço #1

Casa da Empreita

 

Empreita de palma repassada, cosida à máquina, tecido e fio de algodão

Dona de um espírito irrequieto e em busca constante por fazer mais e melhor, a arte da empreita entrou tarde na vida desta artesã. Desde muito cedo começou a costurar, e já com 45 anos frequentou um curso de empreita em palma e esparto - um sonho antigo, que teve oportunidade de concretizar. Com um gosto particular pela inovação, conjuga o talento para a costura com técnicas e materiais diversos que resultam em objetos únicos que buscam a perfeição.

Cremilde Lourenço #1

Cremilde Lourenço #2

Casa da Empreita

 

Empreita de palma repassada cosida
à máquina

Dona de um espírito irrequieto e em busca constante por fazer mais e melhor, a arte da empreita entrou tarde na vida desta artesã. Desde muito cedo começou a costurar, e já com 45 anos frequentou um curso de empreita em palma e esparto - um sonho antigo, que teve oportunidade de concretizar. Com um gosto particular pela inovação, conjuga o talento para a costura com técnicas e materiais diversos que resultam em objetos únicos que buscam a perfeição.

Cremilde Lourenço #2

Jomo Handmade

Oficina dos Têxteis


Cordão de algodão tricotado, barbas de madeira trabalhadas com várias técnicas de macramé

Desi é holandesa e vive em Portugal há cerca de 15 anos. O macramé surgiu na sua vida um pouco por acaso, por altura da pandemia, quando se interessou pela técnica e começou a frequentar cursos e workshops. A partir daí nunca mais parou, tendo ficado completamente rendida a esta fascinante técnica de tecelagem manual com uso de nós.

Jomo Handmade

Eugénia Duarte #1

Casa da Empreita


Empreita e baracinha de palmas
verdes

Eugénia Duarte é uma das mais recentes artesãs da Casa da Empreita. Natural do Monte Seco, Loulé (terra onde a empreita de palma tinha grande tradição), todas as pessoas que a rodeavam faziam empreita, desde as suas avós, à sua mãe, tias, primas e vizinhas. Nunca chegou a aprender uma vez que emigrou cedo para os EUA. Lá viveu, estudou e formou-se em Gestão e Marketing. Regressou a Portugal com 26 anos e aqui constituiu família e tornou-se bancária, atividade à qual dedicou toda a sua vida laboral. Recentemente, já na pré-reforma frequentou um Curso de Empreita, de 42 horas, do Loulé Criativo, onde aprendeu as diferentes técnicas dos trabalhos em palma. Hoje integra a Casa da Empreita e encara esta atividade como um passatempo. Gosta de inovar e de imaginar novos modelos e aplicações para a empreita e adora fazer chapéus. Gosta de ensinar e o seu principal objetivo é contribuir para que esta arte não se perca.

Eugénia Duarte #1

Eugénia Duarte #2

Casa da Empreita


Malha de palma e ripas de palma
tingida

Eugénia Duarte é uma das mais recentes artesãs da Casa da Empreita. Natural do Monte Seco,
Loulé (terra onde a empreita de palma tinha grande tradição), todas as pessoas que a rodeavam faziam empreita, desde as suas avós, à sua mãe, tias, primas e vizinhas. Nunca chegou a aprender uma vez que emigrou cedo para os EUA. Lá viveu, estudou e formou-se em Gestão e Marketing. Regressou a Portugal com 26 anos e aqui constituiu família e tornou-se bancária, atividade à qual dedicou toda a sua vida laboral. Recentemente, já na pré-reforma frequentou um Curso de Empreita, de 42 horas,
do Loulé Criativo, onde aprendeu as diferentes técnicas dos trabalhos em palma. Hoje integra a Casa da Empreita e encara esta atividade como um passatempo. Gosta de inovar e de imaginar novos modelos e aplicações para a empreita e adora fazer chapéus. Gosta de ensinar e o seu principal objetivo é contribuir para que esta arte não se perca.

Eugénia Duarte #2

Eugénia Gonçalves

Casa da Empreita


Empreita de palma repassada
matizada, empreita de bicos,
baracinha

Nasceu em Portugal, no Algarve, com 11 meses foi viver para França, filha de pais Portugueses, foi educadora de Infância toda a vida, reformou-se e regressou ao Algarve (Parragil).Viu a sua mãe a fazer empreita na sua infância, e foi a prima, no regresso ao Algarve que lhe ensinou as primeiras técnicas da empreita. Sempre gostou de trabalhos manuais (costura, crochet, entre outras manualidades). Para aperfeiçoar e ganhar novas competências, fez um curso de empreita com a artesã Sónia Mendez, no Loulé Criativo. Apanhou a técnica com muita facilidade. Em maio de 2023 integrou a casa da empreita e fundou o clube da empreita no Loulé Criativo.

Eugénia Gonçalves

Florentina Guerreiro

Casa da Empreita


Empreita de palma e empreita de
bicos de palma verde

Florentina Guerreiro é natural do Cerro Alto (Parragil), em Loulé. O seu fascínio pela empreita de palma surgiu por influência da mãe, quando, ainda criança, começou a criar as primeiras peças. Nem mesmo a temporada que permaneceu em França serviu para a afastar destas lides. Nas férias em Portugal, a saudade da arte era mais forte e Flor fazia questão de praticar para não esquecer. Ao retornar definitivamente a Portugal, dedicou-se com empenho à sua paixão, fazendo peças variadas para oferecer a amigos e familiares. É afamada pela sua habilidade e perfeição.

Florentina Guerreiro

Françoise Lenet

Casa da Empreita


Malha de palma e palma ripada

Nascida em França e casada com um português, Françoise começou a aprender a arte da malha como um passatempo com a artesã Margarida Cortez e apaixonou-se pela arte de entrelaçar a palma. A sua ligação com as artes manuais vem do seu trabalho com plantas naturais reais, que são estabilizadas através de um processo biológico totalmente natural, no qual as plantas mantêm a sua aparência, cor, textura e flexibilidade durante vários anos. O que a caracteriza é a perfeição e a doçura que coloca nas suas criações.

Françoise Lenet

Gonçalo Gama

 

Malha de palma

Gonçalo Gama, mestre em Design de Produto e licenciado em Design Industrial, pela ESAD.CR. Tem o perfil de Designer/Artesão que procura a inovação no produto, tanto pela conceção, como pela manufatura. A palma e as suas técnicas ancestrais, são empregadas na criação de objetos utilitários, numa pesquisa e experimentação intensivas das suas potencialidades em diferentes planos: desde o dos desafios técnicos e da procura de novas tipologias ao das dimensões ambiental e social.

Gonçalo Gama

Graça Carvalho

Oficina dos Têxteis

Técnicas várias de croché e bordado em algodão português, arame e fio de bordar

Desde cedo que Nini é fascinada pelo mundo do crochet, influenciada pela avó materna e tia-avó, que criavam belíssimas colchas e outros trabalhos manuais. Aprendeu com elas os pontos básicos e, mais tarde, aos 15 anos, entrou no universo do tricot, criando a sua primeira camisola! Ao longo dos anos, a sua curiosidade por novas técnicas não parou: costura, Arraiolos, macramé, ponto de cruz, bordado... e, com a pandemia, apaixonou-se pela arte do amigurumi, técnica japonesa de criação de bonecos de tricot e crochet! A Nini é reconhecida pelo cuidado e atenção aos detalhes nos seus trabalhos, sempre utilizando algodão de marcas portuguesas de alta qualidade. Atualmente, está a desenvolver novas peças inspiradas nas raízes e símbolos do Algarve, com o desejo de preservar e promover o artesanato regional.

Graça Carvalho

Isidoro Ramos

 

Empreita de esparto de vários ramais, trança de lãs e fio de coser

Isidoro, 59 anos, aprendeu empreita no esparto com a avó e a mãe, mas só se dedicou integralmente ao ofício há cerca de 4 anos. Desde então, é um dos poucos a colher esta planta nativa que cresce de forma selvagem na sua cidade natal e arredores no Algarve. Ele atua ativamente na manutenção da arte viva por meio de treinamento e outras atividades promocionais.

Isidoro Ramos

Isidoro Ramos
 

Isidoro, 59 anos, aprendeu empreita no esparto com a avó e a mãe, mas só se dedicou integralmente ao ofício há cerca de 4 anos. Desde então, é um dos poucos a colher esta planta nativa que cresce de forma selvagem na sua cidade natal e arredores no Algarve. Ele atua ativamente na manutenção da arte viva por meio de treinamento e outras atividades promocionais.

Isidoro Ramos

Jane Preza
Oficina dos Têxteis
 
Fio e lã reciclados, com argolas de
metal e madeira com técnicas de
enrolamento e tecelagem 

A jornada de Jane como artista têxtil começou com um workshop de tecelagem que despertou o seu amor pelo processo lento e tátil desta arte. Desde então, tem-se dedicado ao mundo dos fios e fibras, explorando diversas técnicas como a tecelagem, a feltragem e a fiação. Inspira-se nas cores mutáveis da natureza e adora explorar formas de representar ideias ou visões abstratas - conceitos que parecem intangíveis, como a essência da simplicidade num mundo complexo e em constante evolução - através do simbolismo, da cor e da forma.

Jane Preza

Jorge Dória
Oficina de Caldeireiros
 
Chapa de cobre 

Nasceu, no Brasil, desde cedo, o interesse e a criatividade ao usar as mãos fê-lo entender o sentido das coisas e levou-o à Engenharia. Mais tarde, a Caldeiraria abriu o horizonte de aliar a técnica à arte. O respeito pela história e pelas tradições, com um olhar contemporâneo passou a ser uma marca nos seus trabalhos feitos a suor e fogo.

Jorge Dória

Juliett Sarmiento
 
Papel de encadernação, Fita de
cetim, Cartolina e Cartão prensado
em encadernação com costura copta

Juliett Sarmiento, artista plástica e designer gráfica nascida em Barranquilla, Colômbia, desde 2019 a morar em Portugal. Mestre em Criação Artística Contemporânea da Universidade de Aveiro (2021). Tinha 15 anos quando o seu pai lhe ensinou o oficio da encadernação, mas foi com 19 anos, quando estava a estudar design gráfico, que decidiu aprofundar nesta área. Logo, no ano 2013 começou a estudar artes plásticas e a explorar os projetos editoriais que desenvolvia desde uma perspetiva mais artística; pelo qual tem feito livros de artista, livros objeto, livros digitais, bitácoras cosidas a mão.

Juliett Sarmiento

Jurgen Cramer
Oficina de Caldeireiros

Chapa e varão de cobre

Jürgen Cramer, nasceu na Alemanha. É um apaixonado pelos trabalhos em metal e o seu percurso académico e profissional andou sempre ligado a essa área. É engenheiro mecânico de formação e gosta de construir coisas. Veio para Portugal há cerca de 20 anos. Tem um negócio de energias renováveis. Em 2016 teve a oportunidade de frequentar o curso de Caldeireiro Artesanal, lançado pela Câmara Municipal de Loulé, onde aprendeu com o mestre Analide Carmo a trabalhar o cobre e o latão segundo os métodos e técnicas tradicionais. Hoje faz parte do grupo de artesãos da Oficina de Caldeireiros e aí desenvolve os mais variadas objetos. Desenha, produz acessórios e inventa peças novas
e utilitárias, mas as suas preferidas são as peças decorativas e contemporâneas onde pode dar largas à imaginação.

Jurgen Cramer

Leni Farenzena

com Jorge Lúcio


Restos de varão de ferro soldados
com acabamento lacado preto mate

Leni Farenzena, estudou arquitetura na Universidade de Florença (UniFI) e tirou o mestrado em arquitetura no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Depois de finalizar os seus estudos de arquitetura, colaborou com diversos ateliers na Europa e no México com FR- EE Fernando Romero. Fundou a ForNature Design que é um atelier focado no desenvolvimento de projetos de arquitetura, design de interiores e mobiliário. A ForNature Design, "móveis inspirados na natureza", produz peças que combinam design inovador com técnicas tradicionais e materiais locais, como a olaria que trabalha o barro e a cestaria que trabalha a cana. O projeto da ForNature baseia-se em três pilares: a sustentabilidade ambiental, o desenvolvimento de conteúdo local e a inovação do design tradicional baseado em materiais locais. Todas as peças são feitas à mão com artesãos do Algarve. O cruzamento de materiais locais e naturais e a perícia dos artesãos envolvidos contribui para a produção de peças únicas.

Leni Farenzena

Lurdes Costa

Casa da Empreita


Empreita de palma

Alentejana de nascimento, cedo se mudou para o concelho de Loulé, onde aprendeu a fazer empreita com uma vizinha. Entretanto, a vida deu muitas voltas, trabalhou em diversos sítios e deixou a empreita de lado durante algum tempo. Atualmente é a artesã mais nova da Casa da Empreita. Apaixonada pelas artes manuais, busca sempre aprender coisas novas. Nos últimos tempos descobriu a técnica da malha de palma, à qual se tem dedicado, trabalhando-a individualmente ou em conjunto com a empreita, procurando fazer peças diferentes e inovadoras.

Lurdes Costa

Manuela Limas

Casa do Esparto


Trança de esparto pisado

Nasceu na Penina, aldeia a cerca de 3 km das Sarnadas, onde, desde muito nova, via a avó ir buscar o esparto cru e pisá-lo com um maço de madeira. Nessa altura, ajudava a avó a pisar o esparto e a fazer o baraço, sem saber ainda para que servia. Anos mais tarde, quando se casou, foi morar para as Sarnadas, e foi aí que tomou verdadeira consciência do que era trabalhar o esparto e para que serviam as peças produzidas - essencialmente para trabalho de redes e cordas. Com a evolução da técnica, começaram também a ser feitos tapetes e cabeças de burro. Havia pessoas nas aldeias próximas das Sarnadas que faziam a trança, a empreita e as várias peças - redondos, folhas, vaivém - que depois entregavam à D. Aldegundes, comerciante que vendia o produto. Ela e outras colegas da aldeia construíam os tapetes e as cabeças de burro com o material produzido pelas pessoas das outras aldeias. Depois de muitos anos sem contacto com o esparto, foi desafiada, através do projeto da Casa do Esparto, a voltar a trabalhar nesta arte. Hoje faz as suas próprias peças, algumas imaginadas por si. Dá-lhe um enorme prazer voltar a trabalhar o esparto e transmitir aos jovens a sua história e o conhecimento partilhado, para que esta arte não se perca. É gratificante conseguir juntar duas coisas boas: a transmissão
do saber e o convívio com as colegas e outros artesãos, interagindo com as pessoas que as visitam e valorizam o seu trabalho. 

Manuela Limas

Margarida Cortez

Casa da Empreita


Malha e ripas de palma

Oriunda de Loulé, aos 12 anos aprendeu a técnica da malha de palma com a madrasta e começou a contribuir para o orçamento familiar. Emigrou para França, onde viveu 45 anos. Nessa altura vinha a Portugal nas férias e gostava de fazer umas peças, para não esquecer o que aprendera. Após a reforma, regressou às origens e dedicou-se novamente aos trabalhos em palma, como forma de ocupar o tempo e para não deixar morrer o ofício. Ensina a sua arte em workshops, com o apoio do marido - Jorge Ferreira - que é um mestre na baracinha.

Margarida Cortez

Margarida Valente

Desperdício de fábrica têxtil e rede
plástica, trabalhados em esmirna

Com uma formação inicial que passou pelo Curso de Arquitectura de Interiores, Restauro e Mobiliário na Fundação Ricardo Espirita Santo, e por workshops de pintura a fresco e joalharia no ar.co, frequentou a licenciatura em Antropologia da Universidade Nova de Lisboa e realizou uma Pós-graduação em Gestão Cultural na Universidade Lusófona. De 1990 até Novembro de 2021 exerceu actividade profissional numa Galeria de Arte em Lisboa. De 2003 até à atualidade tem desenvolvido projetos nas áreas de design de equipamento e acessórios de moda com Margarida Valente e cerâmica utilitária com bonnie.and clay. Artista e artesã, a Margarida baseia o seu trabalho na exploração de diferentes materiais, nas suas cores e texturas, e na forma como eles se combinam. O ponto de partida para cada peça é sempre definido pela alteração da função original desses materiais para criar novas peças, ou de produtos que tenham já servido o seu propósito e possam ser, desta forma, reutilizados.

Margarida Valente

Maria Fernanda Martins

Casa do Esparto

 

Trança de esparto pisado com rede
vai-vem

Maria Fernanda Martins nasceu em Sarnadas, freguesia de Alte, onde sempre viveu, casou e criou os seus filhos. Fez a 4 classe e, aos 12 anos, já trabalhava no campo a ajudar os pais na lida das diversas colheitas. Mais tarde, aprendeu a costurar e a bordar à máquina, e naquela altura fazia os arranjos de roupa para a sua família e também para a comunidade local. Por volta dos 20 anos, começou a trabalhar no artesanato. Inicialmente, dedicou-se ao macramé, utilizando um material denominado sisai. Fazia sacos tiracolo, garrafeiras, vasos e outros artigos. Depois trabalhou com a palma, fabricando cedoiras e balsas rasas. Só mais tarde iniciou-se na arte do esparto, fazendo tudo de raiz - a empreita e a trena - para depois poder criar burros, capachas de vários tamanhos, bases, cestinhas, garrafeiras, galheteiros e tapetes de diversos tamanhos. Atualmente, continua ativa, gerindo um restaurante familiar em Sarnadas, o Restaurante Rosmaninho, que iniciou a sua atividade nesta pequena aldeia em 1995. É também uma artesã que continua a trabalhar e a divulgar a arte do esparto, produzindo peças utilitárias e decorativas na Casa do Esparto, na aldeia de Sarnadas.

Maria Fernanda Martins

Maria José Ramos

Casa do Esparto


Trança de esparto pisado

O seu primeiro contacto com o esparto foi aos 14 anos. Existiam pessoas que, à época, trabalhavam o esparto na aldeia e noutros lugares da freguesia. Criavam várias peças, como por exemplo: folhas, redondos, quadrados, trança e rede. As senhoras traziam essas peças para a casa da D. Aldegundes, e era ela quem montava e produzia os tapetes com aquelas peças, de diversas formas. Por volta dos 20 anos, abandonou a arte, regressando agora aos 69 anos. Abraçou com entusiasmo projeto da "Casa do Esparto", onde têm sido produzidas novas peças, inovadoras, com o apoio de diversos designers. O seu sentimento final ao acabar cada nova peça é de muita alegria e um enorme orgulho por cada trabalho concluído, como se de um filho se tratasse. 

Maria José Ramos

Noélia Sousa

Casa da Empreita


Empreita de palma

Nascida a 14 de Outubro de 1960 no Monte do Zambujal de Boliqueime, no seio de uma família em que o pai estava emigrado em França e a mãe cuidava dos filhos e fazia empreita em casa, vendendo as suas peças para revenda, de forma a ajudar a economia
familiar. Foi nesta altura, sob a orientação de sua mãe, que teve o primeiro contacto com a arte de entrelaçar a palma. Noélia entrou na escola aos 7 anos e completou o 6º ano de escolaridade até aos 12 anos, idade em que partiu para França com a mãe e irmão, para se juntar ao pai, e onde ficou até aos 32 anos de idade. Quando voltou para Portugal, abriu uma loja de praia, onde tinha algum artesanato, nomeadamente em empreita de palma, mas apenas voltou a tecer em 2019, reaprendendo e aperfeiçoando a técnica com a apoio da sua mãe e de uma vizinha (Cesaltina), e as peças que fazia eram para oferecer a amigos e família. Em 2024 encerrou a loja e passou a dedicar-se a esta arte a tempo inteiro, participando em feiras de artesanato no Concelho de Loulé (Feira de Verão de Quarteira, Feira da Serra, Feira de Santa Bárbara, Feira da Tôr, Mercado de Natal de Quarteira, entre outras). Em Fevereiro de 2025, ingressou a Casa da Empreita.

Noélia Sousa

Nuno Palma

Oficina de Caldeireiros

 

Chapa de Cobre

Nasceu, em 1979, em Faro. A ligação ao cobre aconteceu desde as suas primeiras memórias que tem ligação à produção de medronho, na qual se utilizam alambiques de cobre. Desde sempre, tem acompanhado o seu pai, produtor de medronho, e o seu fascino pela construção manual, dos alambiques em cobre, esteve presente. Várias vezes visitou o Mestre "TI" Ricardo, mestre do Mestre Ana lide (o qual o iria formar mais tarde nesta arte), e onde consolidou
o desejo de vir a aprender a trabalhar o cobre. Depois de uma passagem pela informática nos anos 2000, com um desejo de se aproximar de algo mais humano e pessoal, viria em 2009 a licenciar-se em fisioterapia. Em 2016 teve conhecimento da primeira formação de caldeireiros à qual já não conseguiu aceder, ficando o bichinho. Já em 2019 integrou uma segunda formação .... E o resto é história. 

Nuno Palma

Odete Dias

Casa da Empreita

 

Empreita de palma com palmas
tingidas

É do tempo em que a maioria das raparigas ficava em casa a aprender costura, bordados e a tratar da lida doméstica. Aos 15 anos começou a fazer empreita com a mãe e desde então esta tornou-se parte da sua vida, sendo um complemento ao rendimento que a terra lhe dá. Participou em feiras por todo o Algarve e noutros pontos do País e integrou o grupo de artesãs que participaram nas primeiras edições da famosa Fatacil. A sua técnica preferida é a empreita de 9 ramais, com a qual faz alcofas, sacos, tapetes, capacheiras ou o que a imaginação lhe ditar.

Odete Dias

Oficina Poeta Azul

 

Madeira de Acácia de Monchique
com corte CNC e Burel da Serra da
Estrela cortado a laser

A Oficina Poeta Azul foi criada pela dupla Sofia Correia e Christopher Whitelaw em 2016 para criar peças intemporais de uso quotidiano que homenageassem o Algarve rural. Os materiais locais e naturais são trabalhados numa combinação de técnicas artesanais e digitais. Cada série é uma coleção de padrões: uma platibanda do Vale da Boa Hora continua numa régua, base para quentes, caderno ou marcador de livro; um azulejo continua num cartão, carimbo, base de copos ou, aqui, cabeça de pote. Os seus produtos podem ser encontrados na sua loja Colectivo 28 em Loulé.
www.poetaazul.pt

Oficina Poeta Azul

Olimpia Cabrita #1

 

Malha com palma e cana

Natural da freguesia de Alte, mas residente no Monte Seco, Olimpia é mestra numa técnica antiga, já pouco trabalhada, que alia a cana à malha de palma. Aprendeu a técnica ainda jovem, com a mãe e com as vizinhas. Esta técnica é mais exigente fisicamente do que os restantes trabalhos em palma, porque implica a apanha da cana e a sua consequente preparação. Gosta de desafios e até à data ainda não houve uma peça que não conseguisse fazer. Todas as peças que faz, faz com gosto. Apura-se nos pormenores finais e fica orgulhosa quando os visitantes elogiam a perfeição do seu trabalho.

Olimpia Cabrita #1

Olimpia Cabrita #2

 

Malha com palma e cana

Natural da freguesia de Alte, mas residente no Monte Seco, Olimpia é mestra numa técnica antiga, já pouco trabalhada, que alia a cana à malha de palma. Aprendeu a técnica ainda jovem, com a mãe e com as vizinhas. Esta técnica é mais exigente fisicamente do que os restantes trabalhos em palma, porque implica a apanha da cana e a sua consequente preparação. Gosta de desafios e até à data ainda não houve uma peça que não conseguisse fazer. Todas as peças que faz, faz com gosto. Apura-se nos pormenores finais e fica orgulhosa quando os visitantes elogiam a perfeição do seu trabalho.

Olimpia Cabrita #2

Paula Ramos e Ramos

 

Crioula

 

Chapa de cobre e latão com corte
laser e manual, com embutimento,
soldadura e rebite

Paula Ramos e Ramos nasceu e foi criada no concelho de Loulé, até passar uma longa temporada a viver em Lisboa explorando as possibilidades de uma carreira
no mundo das artes. Entre linhas, tecidos, tintas e pérolas em 2018
começou uma jornada de descoberta pelas técnicas de ourivesaria. Hoje, de regresso à sua terra natal, procura estabelecer uma relação entre as suas raízes cabo-verdianas e toda uma vivência como Louletana
no mundo atual utilizando como meio de expressão a joalharia.
Desta ideia surge o projeto Crioula.

Paula Ramos e Ramos

Ramalhete

 

Cortiça aglomerada, conformada manualmente

O Pedro Ramalhete para além da sua atividade com designer de produto, é doutorado em design pela Universidade de Aveiro. Estudou novas metodologias para a seleção de materiais e criou posteriormente uma metodologia inovadora de seleção de materiais empregue numa base de dados nacional. Tem desempenhado a docência no ensino secundário e no ensino superior, e tem apresentado palestras sobre design e seleção de materiais em diversas universidades. A marca Ramalhete Design trabalha objetos artesanais para a vida quotidiana, que conciliam recursos locais com novos materiais, originando objetos multifuncionais, inovadores e duráveis. A sua linha passa por objetos de conceitos inovadores que ""brincam"" com as funcionalidades

Ramalhete

Pidutournée Design

 

Madeira da Oliveira torneada e papel colado com cola branca de madeira

A dupla Pidutournée procura com ideias práticas e uma linguagem provocadora contribuir para um futuro sustentável. O resultado são vários objetos de design ecológico construído com materiais orgânicos locais - pedras e troncos - que se conjugam com materiais reciclados ou reutilizados - papel, cartão, vidro, entre outros. As suas peças são produzidas utilizando técnicas arcaicas e artesanais, dando origem a objetos únicos e funcionais que questionam a perceção atual do uso.

Pidutournée Design

Samuel dos Santos

 

Pedra Brecha do Algarve com corte,
desbaste e acabamento amaciado

Samuel dos Santos trabalha nas áreas de design de espaços e de objetos. Em jovem, ajudava artesãos na criação de elementos de arquitetura e produtos em madeira e pedra natural.


As memórias, a natureza, a manufatura e o "desenrasque" servem de plataforma de inspiração para os seus trabalhos.
O objetivo é procurar um equilíbrio disruptivo entre a forma e a função.

Samuel dos Santos

Sandra Louro

Like Cork

 

Cortiça natural e aglomerado de
cortiça talhada com corte e torno
com acabamento em verniz aquoso

Sandra Louro é designer de equipamento, formou-se na Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 1999, trabalha na área de Museografia, design gráfico e mobiliário. Participou em várias exposições Nacionais e Internacionais. Desenvolve projetos para interiores e na área do mobiliário, inspirou se na cultura Portuguesa e no artesanato Algarvio, onde utiliza a cortiça combinada com outros materiais. No sentido de criar uma unidade para as suas criações no fim de 2012, nasce a marca Likecork, onde é responsável criativa. A marca Like Cork combina o espírito aventureiro português e o respeito pela natureza com inovadores produtos orgânicos eco-friendly, utilizando predominantemente a cortiça, pela riqueza das suas propriedades e pela qualidade e conforto do resultado final.

Sandra Louro

Sandra Neto

MESS


Fitas decorativas de presentes
recuperadas, enroladas e preenchidas com resina de base biológica

A Mess é um projeto que foi desenvolvido no Design Lab criado pela Sandra Neto que estuda e desenvolve revestimentos construtivos e decorativos de base ecológica - são superfícies compósitas 'verdes', cuja matéria-prima provém de materiais rejeitados, fora de prazo, de segunda linha ou provenientes de subprodutos.
Os objetivos da Mess passam por suprir uma vertente sustentável e circular de produtos e oferecer uma 'materialidade' singular e distintiva.

Sandra Neto

Sónia Mendez #1

Casa da Empreita


Empreita de palma

Nascida na Venezuela, foi em Loulé que, ainda criança, teve os primeiros contatos com a arte da palma pela mão da avó materna. Criativa, gosta de trabalhar com as próprias mãos. Experimentou diversas técnicas e materiais ao longo da vida e descobriu o gosto pelo ensino nas aulas de trabalhos manuais que lecionou durante 8 anos. Ganhou diversos prémios a nível nacional e coordenou a construção de um presépio em empreita, peça única, que envolveu 500 horas de trabalho. Artesã versátil, nunca diz não a um desafio.

Sónia Mendez #1

Sónia Mendez #2

Casa da Empreita

 

Malha e baracinha de palma

Nascida na Venezuela, foi em Loulé que, ainda criança, teve os primeiros contactos com a arte da palma pela mão da avó materna. Criativa, gosta
de trabalhar com as próprias mãos. Experimentou diversas técnicas e materiais ao longo da vida e descobriu o gosto pelo ensino nas aulas de trabalhos manuais que lecionou durante 8 anos. Ganhou diversos prémios a nível nacional e coordenou a construção de um presépio em empreita, peça única, que envolveu 500 horas de trabalho. Artesã versátil, nunca diz não a um desafio.

Sónia Mendez #2

Sonmun

Lã tecida em tufting

Cuidadosamente feito à mão entre o sol e o mar do Algarve, SÕNMUN é um trabalho artesanal que utiliza cores, texturas e tridimensionalidade às suas obras utilizando principalmente a técnica de tufting como sua assinatura. Emilie Cavaco, franco-portuguesa, formada em Ciências da Comunicação e Consultoria de Imagem. Após largos anos de experiência na indústria têxtil em Paris e gestora de projetos/ decoração no Algarve, dedicou-se ao desenvolvimento de aptidões na ilustração digital e foi co-fundadora de SÕNMUN. Marcos Altares, alentejano de nascença, algarvio por adopção. Músico e compositor e formado em Estudos Artísticos no Algarve. A sua experiência como visual merchandiser na cidade de Paris deu-lhe as ferramentas necessárias para entender a indústria e o design têxtil e dar-lhe inspiração e motivação suficientes para voltar ao Algarve e criar a SÕNMUN.

Sonmun

Susan Sutherland

Oficina dos Têxteis


Lã de ovelha campaniça, fiada à mão numa roda de fiar e depois tricotada à mão

Susan Sutherland nasceu na Escócia, mas há muito que escolheu Portugal para viver. Tendo crescido num ambiente onde os fios reinavam - o seu pai possuía uma grande manufatura de tapetes - Susan é uma apaixonada pela fiação e pela lã, dedicando-­se à conceção de peças de vestuário, acessórios e até mesmo brinquedos em tricô. Contudo, o seu projeto não se fica por aqui e é a Susan que carda
e fia a matéria-prima com que trabalha, criando meadas que vende ou que usa nas peças que produz, exclusivamente feitas à mão. A artesã também dá workshops onde ensina o processo da fiação de lã com roca artesanal ou com fuso.

Susan Sutherland

Susana Mendez

Oficina dos Têxteis


Lã de Ovelha Churra Algarvia

Susana Mendez é algarvia, nascida na cidade de Loulé. Estudou artes e licenciou-se em design gráfico onde explorou a sua primeira paixão, a ilustração. Trabalhou na sua área de formação durante vários anos mas ao mesmo tempo esteve sempre ligada aos têxteis como hobby. Até que os papéis se inverteram e hoje em dia é uma artista têxtil e formadora a tempo inteiro, foi na tecelagem manual e tapeçaria que encontrou o seu caminho e forma de expressão artística. Integra vários projetos e residências criativas com o propósito de disseminar o seu saber e transmitir a mais pessoas". 

Susana Mendez

Valentina Silva

Casa da Empreita


Empreita de palma

Aprendeu empreita e malha de palma a observar o trabalho das mulheres da família. Teve pena de não ter estudado mais, mas a vida não lho permitiu. Já depois dos 50 anos concluiu o 9º ano e é com orgulho que diz dominar as redes sociais. A empreita é um vício diário. Quando faz empreita esquece tudo o resto, todo o stress do dia-a-dia. Trabalha muito com a palma ao natural, sem tratamento, pelo que ainda vai ao mato apanhá-la. Gosta de ensinar e acredita no futuro da empreita algarvia.

Valentina Silva

Wesley Sacardi

 

Madeiras de Mogno (descarte) e Oliveira, tornedas e com acabamento em cera.

Nasceu em agosto de 1981, define-se como um eterno aprendiz do mundo, apaixonado pela criatividade e pela partilha de conhecimento. Iniciou e firmou a sua trajetória artística em 2016, quando deixou sua área de sua formação académica em Comunicação Social para se dedicar à criação e produção e criação de peças em madeira maciça. As suas influências passam pela arquitetura ou por diferentes estilos como o nordico ou o wabi sabi, que gosta de misturar nas suas obras. Em 2021 em pleno caos criativo nasce a coleção sem fim com nome de Série Descartes além da matéria prima.

Wesley Sacardi

ADM - Algarve Design Meeting

O Loulé Criativo assinalou os seus 10 anos com a exposição POTES CABEÇUDOS que juntou toda a comunidade criativa num total de 50 criadores locais entre designers, makers e artesãos. Houve ainda Oportunidade ainda para ver novas criações de alguns projetos e marcas individuais que fazem parte desta comunidade.

Lisbon Design Week

No âmbito da Lisbon Design Week, o Loulé Criativo marcou presença com a exposição POTES CABEÇUDOS  no Hotel Locke de Santa Joana.

©Rafael dos Santos